Criação da ONG Veredas – Caminho das nascentes
Histórico: desde o início de 1990, os arredores do Bosque Santa Marta, única reserva de Mata Atlântica nativa dentro do perímetro urbano do Município de São Carlos com área de 26.838 m², tem sido objeto de atividades socioambientais. Com regularidade foram feitas atividades de preservação, mutirões de limpeza, eventos culturais de conscientização ambiental, plantio de árvores nas áreas periféricas, visitas monitoradas de várias escolas da cidade, entre outros. Num raio maior foi criado o Bosque Cambuí com aproximadamente 40.000 m², onde foi plantada uma diversidade de espécies nativas e exóticas, que hoje proporcionam uma beleza única de contemplação e aprendizado. Também aqui se repetem periodicamente as visitas monitoradas, tendo passado pelos dois bosques no âmbito das visitas programadas de crianças, adolescentes e adultos, principalmente de escolas de ensino fundamental, médio e superior. Todas as iniciativas nesta região são obra do pioneirismo e liderança do Professor Benjamim Mattiazzi, incansável disseminador de conceitos ambientais, detentor do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, conferido pela Câmara Municipal de São Carlos em 2001.
A Associação dos Moradores Amigos dos Jardins – AMOR, entidade com sede situada na antiga estação de captação de água do Galdino, no córrego Santa Maria do Leme, abrangendo os Bairros Jardim Hikare, Jardim Centenário, Jardim Santa Paula e Jardim Nova Santa Paula e tem promovido programas educativos com crianças – leitura, jogos infantis, educativos etc – e mutirões ecológicos de plantio de árvores – recompondo a mata ciliar – e recolhimento de objetos e entulhos jogados ao longo das margens do referido córrego.
Igualmente a Associação dos Moradores e Proprietários de Imóveis do Jardim Acapulco, Parque Santa Marta e Parque Santa Elisa tem realizado uma série de atividades socioculturais em ênfase na preservação da qualidade da Área de Preservação Permanente – APP, tais como: colocação de placas orientativas a visitantes, dar condições de utilização pública das áreas de lazer.
Da mesma forma o Residencial Paraty realiza trabalhos de preservação e drenagem, buscando incrementar a conservação da biodiversidade na região.
Tendo como testemunho esses trabalhos já realizados, foi-se amadurecendo a partir de 2008, a iniciativa da criação de uma associação não governamental que pudesse coordenar ações em torno das áreas já mencionadas, com foco em atividades socioambientais sustentáveis.
Visão: a perspectiva das pessoas que se mobilizaram na criação dessa ONG é ter os córregos da microbacia do Santa Maria do Leme despoluídos, com margens preservadas, ecossistemas protegidos e caminhos ecológicos integrando as áreas ao longo dos leitos dos córregos para acesso da população.
Valores: nortearam a criação da ONG valores como: sustentabilidade, biodiversidade, educação socioambiental, integração, parcerias, flexibilidade, democratização do conhecimento e a Declaração Universal dos Direitos da Água.
Objetivo: identificar, propor, coordenar, implementar e acompanhar projetos que aliem a visão e os valores acima mencionados de forma a integrar a comunidade que habita a região da microbacia do Santa Maria do Leme.
Estratégia: atuar de maneira coordenada com os recursos disponíveis e cientes da sabedoria inserida nos pensamentos “pensar globalmente e agir localmente” e “o caminho se faz caminhando”. O primeiro pensamento remete à necessidade de atuar a partir de conceitos universais, usando como base as oportunidades que a natureza e a comunidade locais oferecerem. O segundo pensamento indica que a descoberta de problemas, o encontro de soluções e a tomada de decisão ocorrem na medida em que o grupo avança – com toda a riqueza e desafio intrínsecos a um trabalho social-ambiental.
Histórico: desde o início de 1990, os arredores do Bosque Santa Marta, única reserva de Mata Atlântica nativa dentro do perímetro urbano do Município de São Carlos com área de 26.838 m², tem sido objeto de atividades socioambientais. Com regularidade foram feitas atividades de preservação, mutirões de limpeza, eventos culturais de conscientização ambiental, plantio de árvores nas áreas periféricas, visitas monitoradas de várias escolas da cidade, entre outros. Num raio maior foi criado o Bosque Cambuí com aproximadamente 40.000 m², onde foi plantada uma diversidade de espécies nativas e exóticas, que hoje proporcionam uma beleza única de contemplação e aprendizado. Também aqui se repetem periodicamente as visitas monitoradas, tendo passado pelos dois bosques no âmbito das visitas programadas de crianças, adolescentes e adultos, principalmente de escolas de ensino fundamental, médio e superior. Todas as iniciativas nesta região são obra do pioneirismo e liderança do Professor Benjamim Mattiazzi, incansável disseminador de conceitos ambientais, detentor do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, conferido pela Câmara Municipal de São Carlos em 2001.
A Associação dos Moradores Amigos dos Jardins – AMOR, entidade com sede situada na antiga estação de captação de água do Galdino, no córrego Santa Maria do Leme, abrangendo os Bairros Jardim Hikare, Jardim Centenário, Jardim Santa Paula e Jardim Nova Santa Paula e tem promovido programas educativos com crianças – leitura, jogos infantis, educativos etc – e mutirões ecológicos de plantio de árvores – recompondo a mata ciliar – e recolhimento de objetos e entulhos jogados ao longo das margens do referido córrego.
Igualmente a Associação dos Moradores e Proprietários de Imóveis do Jardim Acapulco, Parque Santa Marta e Parque Santa Elisa tem realizado uma série de atividades socioculturais em ênfase na preservação da qualidade da Área de Preservação Permanente – APP, tais como: colocação de placas orientativas a visitantes, dar condições de utilização pública das áreas de lazer.
Da mesma forma o Residencial Paraty realiza trabalhos de preservação e drenagem, buscando incrementar a conservação da biodiversidade na região.
Tendo como testemunho esses trabalhos já realizados, foi-se amadurecendo a partir de 2008, a iniciativa da criação de uma associação não governamental que pudesse coordenar ações em torno das áreas já mencionadas, com foco em atividades socioambientais sustentáveis.
Visão: a perspectiva das pessoas que se mobilizaram na criação dessa ONG é ter os córregos da microbacia do Santa Maria do Leme despoluídos, com margens preservadas, ecossistemas protegidos e caminhos ecológicos integrando as áreas ao longo dos leitos dos córregos para acesso da população.
Valores: nortearam a criação da ONG valores como: sustentabilidade, biodiversidade, educação socioambiental, integração, parcerias, flexibilidade, democratização do conhecimento e a Declaração Universal dos Direitos da Água.
Objetivo: identificar, propor, coordenar, implementar e acompanhar projetos que aliem a visão e os valores acima mencionados de forma a integrar a comunidade que habita a região da microbacia do Santa Maria do Leme.
Estratégia: atuar de maneira coordenada com os recursos disponíveis e cientes da sabedoria inserida nos pensamentos “pensar globalmente e agir localmente” e “o caminho se faz caminhando”. O primeiro pensamento remete à necessidade de atuar a partir de conceitos universais, usando como base as oportunidades que a natureza e a comunidade locais oferecerem. O segundo pensamento indica que a descoberta de problemas, o encontro de soluções e a tomada de decisão ocorrem na medida em que o grupo avança – com toda a riqueza e desafio intrínsecos a um trabalho social-ambiental.
Veredas - caminho das nascentes
Ao se propor criar uma instituição social, deve-se pensar com que termos nomeá-la.
Não apenas atribuir-lhe um nome, mas também idealizar a marca pela qual será conhecida. Assim “VEREDAS - CAMINHO DAS NASCENTES”, é o nome proposto para a Organização Não Governamental – ONG envolvendo os bairros situados na microbacia hidrográfica do Córrego Santa Maria do Leme e Cambuí, com o objetivo de conservar e preservar as Áreas de Proteção Permanente - as APP’s e promover ações para sua sustentabilidade.
A consulta aos dicionários Aurélio e Enciclopédia Larousse Cultural permitiu identificar alguns termos comuns como “caminho estreito, senda, rumo, atalho e direção”, para o verbete VEREDA. Em Minas Gerais vereda é cabeceira e curso d’água orlados de buritis (Mauritia fluxuosa), especialmente na zona são-franciscana. Em Goiás as veredas têm características semelhantes às de Minas. Na Bahia e alguns estados do nordeste, as veredas assumem características identificadas pela flora local.
Alguns conceitos relativos a nascentes e veredas, com base em documentos sobre o tema, podem clarificar o porquê do nome “Veredas - Caminho das Nascentes”. A resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA no 303, de 20.03.2002 – conceitua nascente como uma manifestação do lençol freático, dando origem a uma fonte de água de acúmulo (represa) ou cursos d’água ( regatos, ribeirões, riachos, rios). A resolução CONAMA no 04, de 18.09.1985, conceitua olho d’água, nascente como local onde se verifica o aparecimento de água por afloramento do lençol freático.
A
publicação ”Preservação e Recuperação de Nascentes”, dos Comitês de
Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari”, define
dois tipos de nascentes: a concentrada, ou olho d’água e a espraiada ou
difusa( em outros documentos – Princípio de vereda). A citada
publicação coloca: Por outro lado, “se quando a superfície freática ou
um aqüífero artesiano interceptar a superfície do terreno e o escoamento
for espraiado numa área, o afloramento tende a ser difuso, formando um
grande número de pequenas nascentes por todo o terreno, originando as
veredas.
Mas porque - “Veredas – Caminho das Nascentes”? Verifica-se que há na APP do Jd. Acapulco dois tipos de nascentes: a localizada, chamada de olho d’água e a espraiada ou difusa, em pontos diferentes da área,que contribuem para formar o Córrego Cambuí. Este fenômeno ocorre também nos córregos formadores do Santa Maria do Leme. Veredas por que partindo do ponto que o Córrego Santa Maria desemboca no Rio Monjolinho, e, caminhando em direção às nascentes, chegamos às VEREDAS.
A vegetação destas APP`s contém grande variedade de espécies características da região: samambaias gigantes, palmeirinhas em quantidade, quaresmeiras, cinzeiro, tapiá, pinha-do-brejo, embaúba,copaíba, pindaíba, canela-do-brejo, caapororoca e outras.
Mas porque - “Veredas – Caminho das Nascentes”? Verifica-se que há na APP do Jd. Acapulco dois tipos de nascentes: a localizada, chamada de olho d’água e a espraiada ou difusa, em pontos diferentes da área,que contribuem para formar o Córrego Cambuí. Este fenômeno ocorre também nos córregos formadores do Santa Maria do Leme. Veredas por que partindo do ponto que o Córrego Santa Maria desemboca no Rio Monjolinho, e, caminhando em direção às nascentes, chegamos às VEREDAS.
A vegetação destas APP`s contém grande variedade de espécies características da região: samambaias gigantes, palmeirinhas em quantidade, quaresmeiras, cinzeiro, tapiá, pinha-do-brejo, embaúba,copaíba, pindaíba, canela-do-brejo, caapororoca e outras.